22/12/2016
As expectativas para 2017
Com isso em vista, o Sinproquim vem trabalhando de forma cada vez mais próxima a essa indústria, principalmente à pequena e média, para compreender suas demandas e apoiar seu desenvolvimento.
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Por Nelson Pereira dos Reis*

O Brasil encerra 2016 com perspectivas diferentes daquelas com que encerrou o ano anterior. Se, por um lado, ainda vive-se as consequências de uma crise econômica severa, como altas taxas de desemprego e baixos índices de investimento, há sinais de melhorias na confiança, tanto do mercado interno, quanto do externo, com os movimentos políticos e econômicos que o País sinaliza no período pós impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Segundo as estimativas, as melhorias virão, mesmo que em ritmo lento. É fato que, em função dos resultados do terceiro trimestre, a perspectiva do governo para o crescimento do PIB brasileiro em 2017, que era de 1,6%, caiu para 1%. É fato também que há, mundialmente, um cenário de desaceleração econômica e uma grande expectativa quanto aos encaminhamentos que serão tomados pelo novo presidente norte-americano, Donald Trump.

Nesse cenário, a indústria brasileira – e especificamente a química e petroquímica - tem atuado para buscar seu diferencial, mesmo com uma série de desafi os, tais como a superação de entraves logísticos resultantes da falta de investimentos em infraestrutura, dificuldades de acesso ao crédito, juros altos e alta carga tributária, que oneram a produção e promovem impacto direto no crescimento.

Com isso em vista, o Sinproquim vem trabalhando de forma cada vez mais próxima a essa indústria, principalmente à pequena e média, para compreender suas demandas e apoiar seu desenvolvimento.

Em 2016, o sindicato publicou um monitoramento inédito da indústria química e petroquímica paulista, com informações de cerca de 700 empresas, de diversos segmentos, e a catalogação de mais de 1.000 grupos de produtos. Trata-se de uma indústria inovadora, que dá suporte a outros setores de fundamental importância para a economia do País e que precisa buscar seu diferencial competitivo.

O sindicato completou 85 anos de atividades em apoio às pautas estratégicas do setor, colaborando com os pequenos e médios empresários, atuando no acompanhamento dos assuntos legislativos e no fomento de discussões técnicas, políticas e econômicas que agregam valor aos negócios dos empresários da indústria química de São Paulo. O Sinproquim segue, em 2017, promovendo ações que apoiem o fortalecimento da cadeia produtiva do estado para o desenvolvimento sustentável da economia brasileira. Desejamos, a todos, boas festas e um ano novo com melhores oportunidades.

*Nelson Pereira dos Reis é presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para Fins Industriais e da Petroquímica no Estado de São Paulo (Sinproquim), vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e diretor-titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp

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