25/10/2016
Economia de combustível e normas rigorosas para emissão de poluentes
Melhor economia de combustível continua estimulando o uso de óleos com baixa viscosidade
Lubgrax

Economia de combustível e normas rigorosas para emissão de poluentes aumentam a demanda por óleos básicos de baixa viscosidade

A melhora na qualidade de lubrificantes e o crescimento da oferta de óleos básicos de alta qualidade a preços competitivos continuam exercendo uma maior pressão para a saída dos óleos básicos do grupo I do mercado, diante da estagnação geral de sua demanda. Em 2015, os óleos básicos do grupo I representavam menos da metade da demanda global de óleos básicos: uma redução de mais de dois terços em comparação à década anterior, de acordo com o relatório recém-publicado Global lubricant basestocks: Market analysis and opportunities (Mercado global de óleos básicos para lubrificantes: análise e oportunidades de mercado).

As alterações nas formulações de óleos automotivos para veículos de passeio foram estimuladas por melhoras na economia de combustível, maior durabilidade do óleo automotivo e manutenção da compatibilidade com dispositivos de controle de emissão e biocombustíveis. O alto índice de viscosidade, a baixa volatilidade e o baixo teor de enxofre resultaram na diminuição do emprego do grupo I e aumento do emprego dos grupos II e III.  

Segundo Anuj Kumar, Gerente de Projetos na Prática de Energia da Kline: “A necessidade de uma melhor economia de combustível continua estimulando o uso de óleos com baixa viscosidade. Essa tendência, que se instaurou com vigor na América do Norte e na Europa Ocidental, está começando a fazer sucesso também em outros mercados. Para garantir que esses óleos com viscosidade baixa continuem a ter um intervalo de drenagem prolongado, será necessário que se tornam mais duráveis, o que resultará em limites mais rigorosos no índice de NOACK.”

Em decorrência desse maior rigor, o uso de formulações à base do grupo II se tornou restrito em muitos mercados. Os óleos básicos do grupo II ou grupos superiores estão fora do mercado de óleos sintéticos embora, na maioria dos mercados, os óleos básicos do grupo III costumem ser aprovados, pois correspondem ao padrão das formulações sintéticas. Isso faz com que a demanda por óleos básicos do grupo II se desloque para o grupo III.

“Esse deslocamento continuará a se acelerar com o uso crescente de sintéticos e, apesar da estagnação da demanda geral por lubrificantes, a mudança real acontecerá nos tipos de óleos básicos”, conclui Kumar. “Os óleos básicos que atenderem aos requisitos estabelecidos por normas regulamentares e fabricantes originais de equipamento (original equipment manufacturers ou OEM, na sigla em inglês) apresentarão um maior crescimento.”

No mercado de óleos automotivos para veículos pesados (heavy duty motor oil — HDMO), a demanda tende a se deslocar para os óleos básicos do grupo II, pois o mercado consome predominantemente os tipos SAE 15W-40. Existe uma demanda pequena, porém crescente, por óleos mais leves na América do Norte e Europa Ocidental. Internacionalmente, porém, a demanda por uma viscosidade baixa é pequena. Como resultante, a demanda por óleos básicos mais leves se restringe ao mercado de HDMO.

No mercado de lubrificantes industriais, com aplicações em que são necessárias alta viscosidade e solubilidade, prevalece a demanda por óleos básicos do grupo I. Com outras aplicações, em que não há limitação técnica ao uso de óleos básicos dos grupos II e III, vê-se um aumento no uso destes e a concorrência com óleos do grupo I.

O panorama econômico de incertezas restringiu o crescimento da demanda por lubrificantes (e, portanto, óleos básicos), mas o pipeline de projetos para aumento de capacidade de produção de óleos básicos permanece em vigor. Esse excesso de capacidade cria uma pressão de racionalização para as refinarias de óleos básicos com custo elevado, o que resultou no fechamento de diversas linhas de óleos básicos Grupo I nos últimos três anos. O cenário de excesso de capacidade, aliado ao panorama de um crescimento mais lento da demanda, deverá acarretar mais racionalizações futuras dessa capacidade.

Esses e outros dados são disponibilizados no relatório recém-publicado Global lubricant basestocks: Market analysis and opportunities (Mercado global de óleos básicos para lubrificantes: análise e oportunidades de mercado).

Para maiores informações sobe o estudo Global lubricant basestocks: Market analysis and opportunities, entre em contato com a Factor-Kline (factor-kline@factordesolucao.com.br ou (11) 3079-0792).

Copyright © Sellcomm Editora - Todos os direitos reservados
Receba nossa Newsletter
enviar