21/06/2016
Apesar da crise econômica o mercado brasileiro de lubrificantes traz oportunidades no médio e longo prazos
Crescimento deve ser dificultado pelo fraco desempenho econômico esperado para 2016 e 2017
Lubgrax

A demanda de lubrificantes para veículos leves no Brasil é de aproximadamente 400 mil toneladas em 2015, com óleos para motor (PCMO - Passenger Car Motor Oil) representando a maior parte deste volume. A frota circulante de veículos de passeio e comerciais leves está próxima de 40 milhões, enquanto a população de motos supera 14 milhões de unidades.

O perfil da demanda por PCMO no Brasil tem mudado nos últimos anos em função de recomendações das montadoras. Lubrificantes multiviscosos de baixo grau de viscosidade já correspondem a quase dois terços da demanda, enquanto os monoviscosos perdem espaço, respondendo por aproximadamente 6% da demanda. Os principais graus de viscosidade no país são 15W-40/15W-50, seguido pelos 20W-40/20W-50. O grau SAE 0W-20 foi introduzido no mercado brasileiro em 2013, principalmente em função da mudança das especificações e recomendações de primeiro enchimento e aftermarketda Honda, mas os volumes desta viscosidade ainda são baixos em 2015.

Estima-se que de 5% a 7% dos lubrificantes para motor de veículos de passeio consumido no Brasil seja sintético, e que de 20% a 23% seja semissintético. O número de veículos populares com recomendação para uso de lubrificantes sintéticos cresce, com diversas montadoras recomendando este tipo de lubrificantes para toda a linha de veículos novos. Consequentemente, o crescimento das formulações sintéticas supera a média geral do mercado de lubrificantes.  

O crescimento do mercado deve ser dificultado pelo fraco desempenho econômico esperado para 2016 e 2017, com expectativa de queda nos volumes de lubrificantes neste período. Além disso, a desaceleração na venda de veículos novos e a crescente adoção de lubrificantes sintéticos com intervalos de troca estendidos, vão restringir ainda mais o crescimento no segmento de lubrificantes automotivos.

No entanto, as vendas de produtos sintéticos e semissintéticos com viscosidades mais baixas terão um desempenho melhor que a média do mercado, em razão das recomendações das montadoras, que estão cada vez mais voltadas para estes tipos de produto. Espera-se que em 2020, 20% dos lubrificantes para motores de carros de passeio sejam sintéticos e 15% semissintéticos. Até lá, a demanda total de lubrificantes deve atingir 420 mil toneladas por ano.

Com o sucateamento de veículos antigos e introdução de modelos mais novos, o uso de lubrificantes para motor com viscosidades mais baixas aumentou consideravelmente. A recomendação de montadoras para utilização de óleos mais eficientes para redução de consumo de combustíveis será ainda mais importante nos próximos anos, com o crescente objetivo de reduzir as emissões por veículos. Intervalos de troca estendidos também serão objeto de inovação e pesquisa tecnológica, devido ao impacto na conservação de energia, durabilidade do motor e qualidade dos combustíveis. Controles de emissão mais rígidos irão demandar o uso de óleos básicos menos voláteis na formulação dos lubrificantes, principalmente em graus de viscosidades mais baixos.

Apesar do momento de crise e incerteza, e da queda na produção de veículos no Brasil em 2015, o mercado brasileiro deve apresentar crescimento ao longo do período de cinco anos até 2020, já que o mercado deve começar a se recuperar em 2018.

Análises e informações como essa estão disponíveis nos relatórios Global Lubricants: Market Analysis and Assessment, e Opportunities in Lubricants: Latin America and Caribbean Market Analysis, que serão lançados em breve.  Estes estudos irão trazer uma avaliação detalhada e independente do mercado de lubrificantes automotivos e industriais e identificar oportunidades de mercado e desafio para fabricantes de lubrificantes, distribuidores, fornecedores de aditivos e produtores de óleos básicos. 

Por Danilo de Paula, Gerente de Projetos da Factor-Kline

Fonte: Kline & Co.

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